domingo, 23 de dezembro de 2012

Alugando e contratando o desrespeito


As coisas estão mudando no mercado imobiliário. Nem todos procuram um administradora e o contato direto com o cliente recupera estátus. A idéia que a administradora representa segurança se descarta. Ninguém se salva de péssimos inquilinos, maus proprietários ou administrador que só receba pagamentos.

As administradoras dominam um mercado especulativo, concentrado, questionável. Nos discretos classificados, não atendidos pelos leitores comuns, notas requerem usucapião nos arrabaldes por proprietários de imobiliárias. Pauta de campanhas políticas em anos anteriores, retornou quando se percebeu a filosofia do lucro rápido pelas imobiliárias ávidas com os programas habitacionais. Quem se inscreveu nesses modelos de moradia testemunhar a relação qualidade-valor de tais imóveis.

É clamorosa, displicente, anti-constitucional como imobiliárias lidam com clientes, como a relação namoro-casamento civil. A gentileza na escolha do imóvel, ignoranca e prejudicação após contrato assinado, pisando nos direitos humanos consagrados na legislação.

Não administram, não vistoram o local, nem pesquisam o grau de satisfação dos usuários. Não mediam as relações entre moradores de condomínios, discriminam alguns, são parciais em decisões, não permitem o contraditório.

Morando num condomínio sem síndico, depois de tempo, o proprietário trocou de imobiliária. A anterior era primorosa (Imobiliária Himalaia). A sucessora uma tragédia. Concomitantemente, uma moradora, perseguiu os demais, cercando o registro de água e luz, impedindo-lhes acesso. Imóveis antigos, perigos à vista, nada feito. Alguém da administradora sugeriu que os incomodados se retirassem.

A inquilina, pretendia administrar os tanques de lavar roupas (imaginem!) das outras casas no condomínio e a arrumação da frente de tais casas. Arrancava flores e plantas porque detestava árvores, esquecendo que 10% de uma moradia se destina a arborização. De nada adiantaram as reclamações. A coisa só teve um ponto final, não se sabe até quando, ao evocar-se o PROCON, na época, gerido pelo competente advogado Pietro Arnaud da Silva.

De repente, seduzido pelo canto da seria, morador recém chegado, e decidiu substituir portões, cadear e atribuir as despesas aos demais, sem que a Imobiliária comunicasse oficialmente aos moradores em protocolo. Questionada, por escrito, a administradora afirmou desconhecer os fatos e que averiguaria, sábado de manhã, fim de expediente da empresa. A noite, a surpresa. saída impedida porque estando ainda discutindo o fato, o arbitrário morador, fora autorizado por funcionário da empresa a cadear o portão, fazendo assim, sem que a locadora tivesse entregue cópia da chave a cada morador, como acontece quando se aluga o imóvel, alegando, portar, ultimato de adequação (quando quem tinha que me fornecer as chaves era a administradora) até ás 12 horas daquele final de semana. A Imobiliária, certamente, não comprovar que todos foram avisados formalmente.

Fica a alerta a quem precisa se arriscar aos serviços destas empresas, principalmente, estudantes que chegam aqui afoitos.


A ditadura das imobiliárias

As coisas estão mudando em relação ao mercado imobiliário. Nem todos mais, desejam que um empresa "administre" seu imóvel e o contato direto com o cliente vai recuperando seu estátus. A idéia que com imóvel na administradora representa segurança há anos não existe mais. Quando você tem um péssimo inquilino não há empresa que garanta segurança de preservação do imóvel nem segurança no recebimento de valores.
Além disso, as administradoras dominam um mercado especulativo, de concentração, altamente questionável. É possível, em espaços não destacados, não atendidos pelos leitores comuns, notas requerendo usucapião de propriedades nos arrabaldes da cidade. Esse tema já pautou campanhas políticas locais em anos anteriores e retornu à baila quando se percebeu a filosofia do lucro rápido com as imobiliárias se viram ávidas ao lançar, o Governo Federal, os programas habitacionais. Só quem se inscreveu em tais modelos de democratização da moradia pode testemunhar a relação qualidade-valor de tais imóveis.
Porém, é mais clamorosa a forma displicente e anti-constitucional como as imobiliárias lidam com seus clientes, reproduzindo a relação de casamento civil, isto, toda a gentileza na conquista do cliente quando este escolhe o imóvel, ignorando e prejudicando-o depois do contrato assinado, deixando de levar em conta, imaginem, os direitos humanos consagrados na legislação internacional.
As imobiliárias não administram os imóveis. Nunca visitam o local, nem pesquisam o grau de satisfação ou insatisfação dos usuários, não mediam as relações entre moradores de condomínios, discriminam moradores, agem com parcialidade nas decisões sem ouvir todas as partes.
Usuário do sistema, tive uma experiência desastrosa. Morando num condomínio sem síndico, depois de alguns anos, o proprietário trocou de imobiliária. A anterior prestava excelente trabalho (saudosa Imobiliária Himalaia). A sucessora foi uma tragédia. Concomitantemente à mudança, umas das moradoras, depois de perseguições aos demais moradores, construiu uma cerca, impedindo-lhes acesso ao registro de água e luz. Já se vai uma década nesse jeito. De nada adiantaram as reclamações. Em certa oportunidade, alguém da administradora chegou a sugerir que os incomodados se retirassem, como se não houvesse código de defesa de consumidor e direitos comuns.
Em outra peripécia, a referida moradora, se achava no direito de administrar os tanques de lavar roupas (imaginem!) das outras casas no condomínio e a arrumação da frente de tais casas. Em meu caso, tive flores e plantas totalmente arrancadas porque ela detestava árvores, esquecendo que 10% de um condomínio deve ser destinado a arborização. De nada adiantaram as reclamações. A coisa só teve um ponto final, não se sabe até quando, ao evocar-se o PROCON, na época, gerido pelo competente advogado Pietro Arnaud da Silva.
Depois, não bastasse, um dos moradores, desta vez, ingênuo, mancumonou-se, ele está justificado porque não sabe o futuro, e resolveu colocar um portão e cadeado e atribuir as despesas, daquilo que não consultou os demais moradores e daquilo que a Imobiliária não comunicou estar ciente ou de acordo, e na forma da lei, isto é, em ofício aos moradores, com ciência em protocolo. Ao questionar, manifestei-me, por escrito a administradora. A resposta foi de que não tinham conhecimento e estavam averiguando, isto num sábado de manhã. A noite, tive minha saída impedida porque estando ainda discutindo o fato de que a Imobiliária é que tinha que ter autorizado o cadeamento do portão, fazendo assim, entregue uma cópia da chave a cada morador, como acontece quando voce aluga o imóvel, fiquei sem poder sair. E pasmem, o morador litigioso alegava possuir ordem expressa de um funcionário da Imobiliária, afirmando que o mesmo me dera um prazo de adequação (quando quem tinha que me fornecer as chaves era a administradora) até ás 12 horas daquele final de semana. A Imobiliária até hoje não tem como comprovar que fui avisado formalmente.
Fica a alerta a quem precisa se arriscar aos serviços destas empresas, principalmente, estudantes que chegam aqui afoitos.