As coisas
estão mudando no mercado imobiliário. Nem todos procuram um
administradora e o contato direto com o cliente recupera estátus. A
idéia que a administradora representa segurança se descarta.
Ninguém se salva de péssimos inquilinos, maus proprietários ou
administrador que só receba pagamentos.
As
administradoras dominam um mercado especulativo, concentrado,
questionável. Nos discretos classificados, não atendidos pelos
leitores comuns, notas requerem usucapião nos arrabaldes por
proprietários de imobiliárias. Pauta de campanhas políticas em
anos anteriores, retornou quando se percebeu a filosofia do lucro
rápido pelas imobiliárias ávidas com os programas habitacionais.
Quem se inscreveu nesses modelos de moradia testemunhar a relação
qualidade-valor de tais imóveis.
É
clamorosa, displicente, anti-constitucional como imobiliárias lidam
com clientes, como a relação namoro-casamento civil. A gentileza na
escolha do imóvel, ignoranca e prejudicação após contrato
assinado, pisando nos direitos humanos consagrados na legislação.
Não
administram, não vistoram o local, nem pesquisam o grau de
satisfação dos usuários. Não mediam as relações entre moradores
de condomínios, discriminam alguns, são parciais em decisões, não
permitem o contraditório.
Morando
num condomínio sem síndico, depois de tempo, o proprietário trocou
de imobiliária. A anterior era primorosa (Imobiliária Himalaia). A
sucessora uma tragédia. Concomitantemente, uma moradora, perseguiu
os demais, cercando o registro de água e luz, impedindo-lhes acesso.
Imóveis antigos, perigos à vista, nada feito. Alguém da
administradora sugeriu que os incomodados se retirassem.
A
inquilina, pretendia administrar os tanques de lavar roupas
(imaginem!) das outras casas no condomínio e a arrumação da frente
de tais casas. Arrancava flores e plantas porque detestava árvores,
esquecendo que 10% de uma moradia se destina a arborização. De nada
adiantaram as reclamações. A coisa só teve um ponto final, não se
sabe até quando, ao evocar-se o PROCON, na época, gerido pelo
competente advogado Pietro Arnaud da Silva.
De
repente, seduzido pelo canto da seria, morador recém chegado, e
decidiu substituir portões, cadear e atribuir as despesas aos
demais, sem que a Imobiliária comunicasse oficialmente aos moradores
em protocolo. Questionada, por escrito, a administradora afirmou
desconhecer os fatos e que averiguaria, sábado de manhã, fim de
expediente da empresa. A noite, a surpresa. saída impedida porque
estando ainda discutindo o fato, o arbitrário morador, fora
autorizado por funcionário da empresa a cadear o portão, fazendo
assim, sem que a locadora tivesse entregue cópia da chave a cada
morador, como acontece quando se aluga o imóvel, alegando, portar,
ultimato de adequação (quando quem tinha que me fornecer as chaves
era a administradora) até ás 12 horas daquele final de semana. A
Imobiliária, certamente, não comprovar que todos foram avisados
formalmente.
Fica a
alerta a quem precisa se arriscar aos serviços destas empresas,
principalmente, estudantes que chegam aqui afoitos.