quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Vereador Péricles de Mello - 1989

PREPARE-SE PARA A GRANDE NEGOCIATA

1 - Um grupo empresarial financia, por exemplo, da Caixa Econômica Federal, a quantia de três bilhões de cruzeiros para construir um núcleo habitacional com mil casas (inclui neste valor obras de infra-estrutura).
2 - A Prefeitura realiza gratuitamente as obras de infra-estrutura já financiadas pela Caixa. O empresário ao invés de gastar os 3 (três) bilhões, economiza o valor das obras de infra-estrutura que representa de 8 a 20% do total do financiamento. Obtém um lucro adicional de até 600 milhões, além do lucro normal já incluído no financiamento.
3 - Como o Prefeito pode escolher, como bem entender, o grupo empresarial que receberá os benefícios, está aberto o caminho para a negociata e o desvio do dinheiro público.
4 - Na hora de adquirir a casa, o conjunto dos mutuários terá de pagar a Caixa Econômica, o total do valor que ela financiou, ou seja, 3 bilhões de cruzeiros.
O empresário teve um sobre lucro de até 600 milhões com o dinheiro do povo.
O trabalhador mutuário não teve um centavo sequer de redução no custo da sua moradia, apesar da realização das obras de infra-estrutura com o dinheiro público pela Prefeitura. É importante lembrar, que o dinheiro do financiamento da Caixa Econômica Federal provém do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) que é descontado todo mês do salário do trabalhador.
Alguns vereadores e o prefeito ainda tiveram a cara de pau de dizer que esta estratégia trará mais empresas para construirem casas populares em Ponta Grossa.
Uma grande mentira, pois o que importa para a construção de casas populares é a existência de recursos na Caixa Econômica Federal para a obtenção de financiamentos.
Se esse dinheiro existe para Ponta Grossa, a própria PROLAR pode obtê-lo com muito mais facilidade. Fazendo as mesmas casas a um custo mais baixo e abrindo concorrência às empresas interessadas.

POR QUE ISSO VAI ACONTECER?
Porque a Câmara Municipal de Ponta Grossa aprovou projeto do Prefeito, autorizando-o a oferecer gratuitamente a infra-estrutura a empresas privadas que fossem credenciadas na Caixa Econômica Federal e construirem casas populares.
Além disso rejeitaram a emenda do vereador Péricles de Mello que previa que a infra-estrutura fosse feita pela Prefeitura, somente quando o empresário não a incluísse no financiamento da Caixa Econômica Federal.
O Prefeito ainda teve a desfaçatez de mentir ao enviar seu projeto para a Câmara dizendo que ele reduziria o custo das casas populares.
Se a emenda do vereador Péricles tivesse sido aprovada seria reduzido o custo da moradia e ainda, em vez de construir 1000 casas, daria para se construir até mil e duzentas.

VEREADORES QUE VOTARAM CONTRA O POVO
Com consciência de que estariam beneficiando apenas alguns empresários em detrimento da comunidade, os vereadores que votaram contra emenda foram:
- Walter Fernandes - líder do governo
- Sandra Queiróz - PRN
- Dirceu Roque Costa - PRN
- Rogério Serman - PTB
- Paschoal Adura - PTBo
- Carlito Cerrato - PTB
- Osiris Nadal - PTB
- Ângelo Pilatti Júnior - PDC
- Mário Kloster Filho - PDC
- Messias Carneiro de Moraes - PL
- Walfrido Dzázio - PFL
- Antonio Luis Mikulis - PSDB
(Informativo do Partido dos Trabalhadores - Vereador Péricles de Mello - Ano 1 - Nº 2 - A OPORTUNIDADE FAZ O LADRÃO)

sábado, 10 de agosto de 2013

Educação no trânsito

Motociclistas de Ponta Grossa não respeitam sinalização, arriscam a vida própria e de pedestres, no cruzamento da Dom Geraldo e Catão Monclaro. Sem AMTT ou PMPR.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Massa doente no interior da universidade

A universidade é um ideal. Os adolescentes e jovens sonham com ela. Muita gente deseja entrar nela como aluno, funcionário ou professor. No seu interior crassa a maior neurose. Nela desembocam todos os nossos insucessos, frustrações pessoais, deficiências na construção amorosa da vida, desajuste emocional, insucesso num ou noutro aspecto e a forma escamoteada como, todos, desejamos esconder nossas derrotas íntimas. Verdadeira sala de psicoterapia, nossa sombra e projeções aparecem nos corredores da tão divinizada universidade.
Quem já não foi abordado num dos corredores da universidade por alguma pessoa possuída por algum espírito de ira, de proclamada justiça, prometendo tomar satisfações até com o bispo, porque não admitem istou ou aquilo, porque precisam mostrar sua bandeira de pessoas corretas, justas e acima de tudo, sinalizando que devem ser temidas? Por isso que adicionou de periculosidade deveria ser uma concessão generalizada para quem entram nos portões de uma dessas instituições. Os concursos públicos deveriam conter pontos a respeito de pedantismo, autoritárismo, egoísmo, estrelismo, vaidade e presunção. O resto é detalhe. Acredito que no futuro, teremos cursos de graduação e pos-graduação nessas áreas, extinguindo as que conhecemos. Algumas pessoas se consideram, exageradamente, justas, e tanto que só se sentirem tal, não as convence. Precisam gritar que são.

Um dado curioso salta aos olhos. Principal parte dessa espécie professa alguma religião que confessa caridade, solidariedade e amor como fundamento da evolução humana. O que significa que religião pode ser uma boa capa para transformar lobos em simpáticas ovelhas. Outra coisa, é que tais pessoas tem dificuldade de perceber que recebem, em pesada carga, de retorno do seu comportamento, desprezo, exclusão, inimizade, isolamento e desprestígio.

Existem seres humanos aranhas. Se colocados com seus semelhantes matam ou morrem. Tem dificuldade para a convivência harmoniosa. Precisam de algum escândalo, de alguma insatisfação, de caça aos erros como motivação de vida. Em geral, no perfil do inseguro e do legalista. Algumas coisas não se aprende na carreira acadêmica ou no desempenho profissional. Dessa árvore já assisti, por aí, frutos memoráveis. Uma vez um guarda-mirim quase levou um soco de uma descontrolada dessas. Outra vez, num movimento de greve, servidores foram chamados de vagabundos e quase foram atropelados. Tapetes são puxados pelas aranhas na surdina da noite. É a reciprocidade entre as feras.


Como colaborar para diminuir essa doença psicológica que algumas pessoas conseguem levam para a aposentadoria?  Incentivando as pessoas a dividirem espaços físicos, emocionais e culturais, para alguns a afetividade.  É bom para o ser humano dividir moradia, cama, fogão, fim de semana, atividades, sonhar juntos. Aprende-se a tolerância, a arte de ouvir, a necessidade de ceder, a política da boa convivência. É importante aprender a amar o outro, sem encerrar para esconder defeitos. Se enxergar no outro, aprender a arte de perdoar, de sentir a limitação que a individualidade traz, empurrando para a sadia dependência da outra pessoa. O valor do toque, da sensibilidade física, emocional, da cumplicidade. Considerar que é necessário compartilhar a vida. Viver a sexualidade do jeito que ela se apresenta para cada um, levando Freud e Jung a sério. Chegar em casa, ter alguém esperando, desejando, ou um recadinho, "estou com saudades de você, espero encontrar-lhe logo".

Os corredores das universidades serão melhores, mais sadios.