Leio num perfil do facebook uma colocação das mais idiotas. Nelson Werneck Sodré escreveu que há relatos que permeiam-se de mentiras e verdades. Entre nós, nada melhor simboliza isso que a fantasia de que somos a capital cívica do Paraná, ainda bem que não do Brasil. A consciência de ser brasileira passa quilômetros distante daqui e é tão grande que nosso espaço mental não permite sua aterrizagem.
Um senhor com falsa paixão pela cidade, revelando-se inimigo da cidadania e arauto do obscurantismo postou um comentário mais ou menos assim "e a turma da UNE que se associou aos mensaleiros do PT", comentando foto histórica da cidade, postada sem finalidade política. Esse é espetáculo de uma cidade avessa às Ciências Sociais, que abjeta os estudos históricos, que desconhece ainda o Concílio Vaticano II e se respalda num conceito de democracia vesgo que tolhe minorias, pobres e trabalhadores. O cidadão representa de mala e cuia a mentalidade semifeudal, analfabeta, autoritária e o falso moralismo dos Campos Gerais. Mesmo Jesus Cristo descreveu essa nefasta espécie em Mateus, capítulo 23 inteiro.
Para essa raça pura, corrupção é só no Partido dos Trabalhadores. Eles são puros, honestos, sabem fazer análises isentas de impurezas conceituais, mesmo esquecendo de propósito, que a história do nosso país não dispensa capítulos específicos que falem do trensalão paulista, aécioportos mineiros, da participação dos segmentos udenistas (PSDB, DEMO) já constam das investigações feitas por autoridades judiciárias (http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/05/tjmg-confirma-aecio-neves-e-reu-e-sera-julgado-por-desvio-de-r43-bilhoes-da-saude/) ou a participação do partido dos santos no escândalo da Petrobrás (http://br29.com.br/a-casa-vai-cair-pgr-ira-denunciar-tucanos-da-lava-jato-apos-o-carnaval/) ou o nascedoura do petroescândalo no governo udenista (http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/ex-gerente-da-petrobr%C3%A1s-diz-ter-recebido-propina-desde-1997/ar-AA92jcF?ocid=BDT3DHP). Com que propósito os tolos que vendem empacotado a podre idéia de que somos a cidade cívica, com tamanha ignorância sendo disseminada de modo missionário e catequético, focando apenas num dos lados do escândalo, como se apenas o Governo Federal estivesse atolado nele e não os seus sumo-sacerdotes? Fariseus hipócritas! Sem justiça, sem encarar corretamente todos os lados, sem saber com honestidade o andar da carruagem, vendo de todos os ângulos possíveis é possível ser cívico, cidadão, brasileiro e íntegro nas formulações?
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Igreja do Rosário: missa de 15/02/2015
A Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja dos Polacos, na Praça Barão de Guaraúna, tem missa, aos domingos, quase no mesmo horário que a Igreja do Rosário. Hoje, a missa foi celebrada ali por um padre de cabelos brancos, com sotaque de estadunidense. O tema foi a cura feita por Jesus Cristo de um leproso, o que deve ocorrer em todas as paróquias e missas. O povão que frequenta esta comunidade é mais simples, embora apareçam senhoras empiriquetadas e alguns senhores de bom terno. Era difícil entender o padre, pela qualidade do som emitido pelo microfone e pelo sotaque. Os mais inteligíveis eram os que faziam as leituras. A música também amadora, apenas com o violão.
Na Paróquia do Rosário, sempre, o Padre Edvino Sicuro. O homem possui uma empostação de voz, difícil de não ter escutada, entendida e atendida. É a voz de locutor de rádio e televisão. As músicas são interpretadas por uma excelente soprano, acompanhada por órgão eletrônico. Mas o que interessa mesmo é o conteúdo da homília.
Edvino Sicuro faz boa explanação quando contextualiza a discriminação que um leproso ou qualquer doença da pele sofria nos dias de Cristo. Compara com o ebola. Fala do papel que tem uma pessoa que se diz cristã, tanto quanto o homem curado pelo Senhor, espalhou o bem feito a todos quanto pode encontrar, assim o cristão deve compartilhar com o mundo os efeitos de sua fé, em termos práticos.
O problema foi quando o Padre Edvino que combinar a reflexão com o tema da Campanha da Fraternidade que é a participação do cristão na sociedade. As palavras nem saíram. Sintetizou tudo apenas na repetição do tema e em seguida rezou o credo. Evidentemente, o aspecto social, o engajamento, o comprometimento dos cristãos nas mudanças que o mundo, que os oprimidos carecem, a debelação das injustiças, não está no terreno de crença e atuação do paróco. O padre da Paróquia do Rosário e seus paroquianos são mesmo conservadores politica e religiosamente.
Na Paróquia do Rosário, sempre, o Padre Edvino Sicuro. O homem possui uma empostação de voz, difícil de não ter escutada, entendida e atendida. É a voz de locutor de rádio e televisão. As músicas são interpretadas por uma excelente soprano, acompanhada por órgão eletrônico. Mas o que interessa mesmo é o conteúdo da homília.
Edvino Sicuro faz boa explanação quando contextualiza a discriminação que um leproso ou qualquer doença da pele sofria nos dias de Cristo. Compara com o ebola. Fala do papel que tem uma pessoa que se diz cristã, tanto quanto o homem curado pelo Senhor, espalhou o bem feito a todos quanto pode encontrar, assim o cristão deve compartilhar com o mundo os efeitos de sua fé, em termos práticos.
O problema foi quando o Padre Edvino que combinar a reflexão com o tema da Campanha da Fraternidade que é a participação do cristão na sociedade. As palavras nem saíram. Sintetizou tudo apenas na repetição do tema e em seguida rezou o credo. Evidentemente, o aspecto social, o engajamento, o comprometimento dos cristãos nas mudanças que o mundo, que os oprimidos carecem, a debelação das injustiças, não está no terreno de crença e atuação do paróco. O padre da Paróquia do Rosário e seus paroquianos são mesmo conservadores politica e religiosamente.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Deputado Federal Aliel Machado e a reforma política
Conversei, hoje, com o Deputado Federal ALIEL MACHADO. Liguei para o gabinete e fui atendido pela assessora que me perguntou quem era e pediu um tempo. Voltou ao telefone e perguntou novamente. Respondi com nome e sobrenome. Na verdade, tenho sido crítico a alguns procedimentos de parlamentar, na hora pensei que ela me traria alguma desculpa para não responder. Quando forneci nome completo, ela me respondeu "o senhor aguarde um momento que o próprio lhe responderá". Passou o telefone para o Deputado. Eu não consegui gravar a voz do deputado e achei que era outro assessor, "é o Aliel mesmo, Acir".
Isso tudo para dizer que recebi um tratamento respeitoso e detalhado por parte do parlamentar que discorreu com profundidade a questão polêmica que levantei.
À tarde circulavam na internet, dois blogs (Esmael Morais e Fabio Campanha, o último ao que me consta assessor publicitário do Governador do Paraná, Campos Salles- 2015-2018 UDN) comentando a posição do Aliel em relação a reforma política. Esmael afirmava que Aliel votara a favor da reforma enquanto Campanha dizia que Aliel e um deputado petista do PR votaram contra a reforma.
Perguntei a Aliel se, afinal, ele votara favor ou contra a reforma política. O deputado me disse que não poderia ter votado nem a favor nem contra, pois a reforma política NÃO FOI VOTADA NA CÂMARA. O que aconteceu foi que o Presidente da Câmara, o fundamentalista recém eleito, se apressou para aprovar a ADMISSIBILIDADE DE SE DISCUTIR/APROVAR O PROJETO proposto pelo Deputado petista VACAREZZA (PT/São Paulo) que permite financiamento privado de campanha e que entidades que recebem recursos públicos (sindicatos, por exemplo) façam doações para campanhas políticas. Aliel Machado é contrário a esse projeto e não a reforma política.
Isso tudo para dizer que recebi um tratamento respeitoso e detalhado por parte do parlamentar que discorreu com profundidade a questão polêmica que levantei.
À tarde circulavam na internet, dois blogs (Esmael Morais e Fabio Campanha, o último ao que me consta assessor publicitário do Governador do Paraná, Campos Salles- 2015-2018 UDN) comentando a posição do Aliel em relação a reforma política. Esmael afirmava que Aliel votara a favor da reforma enquanto Campanha dizia que Aliel e um deputado petista do PR votaram contra a reforma.
Perguntei a Aliel se, afinal, ele votara favor ou contra a reforma política. O deputado me disse que não poderia ter votado nem a favor nem contra, pois a reforma política NÃO FOI VOTADA NA CÂMARA. O que aconteceu foi que o Presidente da Câmara, o fundamentalista recém eleito, se apressou para aprovar a ADMISSIBILIDADE DE SE DISCUTIR/APROVAR O PROJETO proposto pelo Deputado petista VACAREZZA (PT/São Paulo) que permite financiamento privado de campanha e que entidades que recebem recursos públicos (sindicatos, por exemplo) façam doações para campanhas políticas. Aliel Machado é contrário a esse projeto e não a reforma política.
Assinar:
Postagens (Atom)