Sábado, 31 de janeiro de 2015 - Programa Meu Paraná RPCTV - Viagem de Dom Pedro II no Estado.
Estava almoçando numa lanchonete quando passava o Programa Meu Paraná. Sem recursos para anotação e sem sucesso em rever o programa pela internet formulo alguns apontamentos.
Não sei se é coisa dos signos, da providência divina ou das leis da natureza, mas a RPCTV e sua sucursal em Ponta Grossa tem mostrado os dois retratos de Ponta Grossa, incluindo um capítulo não intencional sobre a filosofia da educação superior em nossa região. Refiro-me aos programas onde foram entrevistados Miguel Sanches Neto e o Pró-Reitor de Graduação da universidade local. Duas filosofias antagônicas, dois modelos de ensino e produção de conhecimento excludentes, duas visões de mundo, dois tempos diferentes, o moderno e o retrógrado, o que representa o velho, arcaico e o que conjuga as forças do pensamento para transformar o mundo, qualificar a percepção de nossas consciências. Falaremos disso no momento oportuno. No "Meu Paraná" deste sábado Miguel Sanches Neto foi entrevistado para falar sobre a viagem do Imperador ao Paraná.
Deixo bem claro, mais do que Omo, que Dom Pedro II e sua viagem ao Paraná não tiveram importância histórica e política para o nosso povo. O programa apresentado pela RPCTV é romântico em todas suas edições, a começar pela música fúnebre de sua abertura. Mas, com certeza permitiu com que os monarquistas e em nossa região são numerosos, tenham entrado em êxtase. O regime monárquico foi uma desgraça para o nosso país. As velhas raposas que ainda dominam na República se criaram lá. O programa endeusou uma viagem de curiosidade e lazer do Imperador num fenômeno gigantesco, como a Revolução Francesa. É falsa a visão. Por isso, esquivou-se dos desapontamentos do próprio monarca, que em Ponta Grossa se impressionara com as bibliotecas fechadas.
É Miguel Sanches Neto e não os historiadores da cidade que falam sobre a visita ilustre do bom velhinho. a RPCTV deu uma rasteira da Academia Ponta-grossense de História. Mas acertou, fez melhor. O autor de Então você quer ser escritor? é um erudito de primeira.
Possui conhecimento nada modesto de cultura e história. É intelectual, fala com propriedade de História, letras e as viagens da existência, porque constituem seu cotidiano pessoal e profissional. Impressiona, entretanto, que o brilho do entrevistado, falando com propriedade, eloquência e didática, coisa própria de quem sabe ensinar, que possui bagagem rica de conteúdo mas não é pedante, exibicionista e encerado, seja sempre distinto da marca anti-cultural que marca as entranhas do nosso sistema universitário local. Uma figura que honra o campo acadêmico, científico e cultural, sobrevive no interior de um sistema burro, estúpido e emburrecedor.
Não é que a cidade de Ponta Grossa consegue a façanha de escolher o que menos corresponde ao progresso em tudo? em tudo... um bom nome para um livro. É que numa cidade estúpida, medíocre, o parâmetro não será, jamais, a inteligência e o serviço público de qualidade, mas como fatiar os benefícios públicos, como fazer parte do bando de idiotas titulados e em posições de relevo. Aqui os estúpidos mandam, administram, possuem maior numero de cargos, se dizem tudo sendo nada. Diante das câmeras suas falas se marcam pelo vazio, pela doença do mal caráter, mas até aqui, estes tem tido a vez, ainda que de assalto.
sábado, 31 de janeiro de 2015
domingo, 4 de janeiro de 2015
Igreja do Rosário: a missa de 4 de janeiro de 2015
A Igreja dos Polacos e a Igreja do Rosário são próximas. Neste domingo ambas estavam lotadas. Na primeira o padre fala timidamente. Não diz nem afirma tanta coisa. É um saco. Na Paróquia do Rosário está o comunicativo Padre Edvino Sicuro. Já saiu de lá e para que a congregação não desandasse teve que voltar. O povo gosta mais do padre que de Deus.
O Padre é, sabidamente, uma das personalidades religiosas mais conservadoras que existem. São discutíveis seus posicionamentos sobre caridade com mendigos e agora, me parece, sobre política.
Na missa de hoje ele trouxe o livro autobiográfico de Mosab Hassan Yousef, ex-guerrilheiro do Hamás, convertido ao cristianismo e morando, atualmente, nos Estados Unidos. Depois que se tornou cristão, o autor concluiu que a causa palestina é uma farsa, que os palestinos são manipulados pelas lideranças, como sempre foram por Arafat. O remédio para os palestinos é não odiar os judeus e sim, cumprir aquilo que Jesus determinou, "amai vossos inimigos". A solução da crise do Oriente Médio é a adesão por judeus e palestinos ao princípio enunciado por Jesus "amar os vossos inimigos". E o Padre reforçou a tese de que o movimento palestino é uma farsa que coloca o povo como escudo de uma luta que é apenas de interesses particulares do grupo dirigente.
Na sua homília ficou claro que não deve combater o Estado judeu em nome da conversão ao Cristianismo. Lamentável. Faltou dar um grande viva as ditaduras monárquicas do Oriente Médio e as práticas genocidas do governo israelense. Há uma causa que tem justificativa sim, de um povo que historicamente foi expulso por todos os impérios de sua própria terra, o povo palestino. A velha prédica da conciliação e da resignação ante a violação de seus direitos só vale para os vencidos, para os humilhados e não escutados pela comunidade internacional.
Que padre, porcaria!
O Padre é, sabidamente, uma das personalidades religiosas mais conservadoras que existem. São discutíveis seus posicionamentos sobre caridade com mendigos e agora, me parece, sobre política.
Na missa de hoje ele trouxe o livro autobiográfico de Mosab Hassan Yousef, ex-guerrilheiro do Hamás, convertido ao cristianismo e morando, atualmente, nos Estados Unidos. Depois que se tornou cristão, o autor concluiu que a causa palestina é uma farsa, que os palestinos são manipulados pelas lideranças, como sempre foram por Arafat. O remédio para os palestinos é não odiar os judeus e sim, cumprir aquilo que Jesus determinou, "amai vossos inimigos". A solução da crise do Oriente Médio é a adesão por judeus e palestinos ao princípio enunciado por Jesus "amar os vossos inimigos". E o Padre reforçou a tese de que o movimento palestino é uma farsa que coloca o povo como escudo de uma luta que é apenas de interesses particulares do grupo dirigente.
Na sua homília ficou claro que não deve combater o Estado judeu em nome da conversão ao Cristianismo. Lamentável. Faltou dar um grande viva as ditaduras monárquicas do Oriente Médio e as práticas genocidas do governo israelense. Há uma causa que tem justificativa sim, de um povo que historicamente foi expulso por todos os impérios de sua própria terra, o povo palestino. A velha prédica da conciliação e da resignação ante a violação de seus direitos só vale para os vencidos, para os humilhados e não escutados pela comunidade internacional.
Que padre, porcaria!
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