terça-feira, 24 de novembro de 2015

Museu de Zoologia: tentativa de edificação

O reelaboração do projeto do Museu de Zoologia ou História Natural dos Campos Gerais foi realizado por uma equipe (2015), em diferentes participações. São eles:

Idealizadores ou que oportunizaram o contato profícuo:
Alberto Inácio da Silva
Ana Maria Gealh
Giovani Marino Fávero
Ivana de Freitas Barbola
Luiz Bertoldo Silva
Marli Lang de Oliveira
Renoaldo Kazcmarech
Roberto Ferreira Artoni

Coordenação:
Akemi Teramoto de Camargo

Concepção teórica revista:
Denilton Vidolin
Renoaldo Kaczmarech
Susete Wambier Christo


Primeira fase do Projeto Museu de Zoologia - 1990 - 2013

Professora e formadora do magistério do ensino básico, a Professora Ana Maria, muitas vezes com recursos pessoais reuniu um farto e crescente material de História Natural permitindo aulas práticas, estágios, pesquisas e atividades extensionistas em Zoologia. Até sua aposentadoria na Universidade, a professora não desistiu de reivindicar a construção ou consagração de um espaço maior que abrigasse as peças do Laboratório de  Zoologia, a ala mais visitada da área das Ciências Biológicas, tendo até uma planta do edifício. Seus esforços não tiveram êxito. Pouco antes de sua aposentadoria, o então Chefe do Departamento, Professor Giovani Marino Fávero retomou a idéia de construção ou a realocação do Laboratório, transformando-o em Museu de Zoologia e não deixou de fazer sondagens, discutir possibilidades, buscar opções de financiamento. Concluiu seu mandato sem êxito no processo o que não o impediu de com frequência rediscutir o tema com os envolvidos na área. Coube ao Professor Fávero manter acesa a chama e a esperança de construir na cidade um Museu de tamanha importância.
Nessa primeira fase, o projeto não alçou vôos e restringiu-se ao frutífero Laboratório de Zoologia, contando com a participação além da Professora Ana Maria, da Laboratorista Marli Lang de Oliveira que a acompanhava em longas e interestaduais viagens para trazer corpos de animais e diversos estagiários, entre eles, o atual professor temporário, Estevan Luiz da Silveira. A Professora Ivana de Freitas Barbola participou dela elaborando a parte que concerne à Entomologia. 

Segunda fase - 2015 - o projeto reelaborado

Esta fase brotou de uma articulação elaborada pelo espírito inclusivo, democrático e empreendor do Professor Roberto Ferreira Artoni envolvendo o autor destas linhas e o Professor Alberto Inácio da Silva. Sempre recebi convite do Professor Artoni para participar dos projetos que ele elaborava e apresentava no Governo Federal e no Congresso. Mais ou menos em setembro de 2015, o Vereador Luiz Bertoldo Silva procurou o Professor Roberto para comunicar que em Brasília, alguma verba poderia ser disponibilizada para universidade, e por que não, a única pública da cidade, na área de esportes. Artoni então indicou o nome consagrado nas pesquisas nacionais de esporte, Alberto Inácio da Silva, porém, sugerindo ao Vereador Bertoldo que fizesse contatos comigo para obter o endereço telefônico do pesquisador.
A primeira conversa com o Vereador foi extraordinária. Dono de uma atenção incomum, raciocínio e boa vontade, percepção da importância social de bons projetos, o pastor Luiz Bertoldo aceitou conversar com um grupo que ainda não tínhamos constituído, mas que tinha contato com o projeto anterior. Lembro-me que escrevi ao Vereador, se ele se prontificava em nos apoiar na construção de um Museu de História Natural, antigo sonho de professores, alunos e pesquisadores de Ciências Biológicas, apenas para nos ouvir e analisar depois, sem maiores compromissos, a idéia. Para surpresa, pelas quase onze horas da noite, o Vereador fez contatos comigo, prontificando-se a se reunir com o grupo à hora em que quiséssemos e no local que desejássemos. É preciso registrar que esta fase, não consta em nenhuma reunião departamental, não saiu de nenhuma voz especializada na área, não consta em ata alguma, portanto, nasce fora da universidade, fora do departamento, fora dos colegiados. Nasce da instrumentalidade providencial dos contatos de Roberto Artoni, Alberto Inácio e do Vereador Luiz Bertoldo.
Confirmada a disponibilidade generosa e entusiasmada do Vereador, fiz contatos com a Professora Akemi Teramoto de Camargo, não como coordenadora de curso, mas como professora com quem eu sempre pude trocar figurinhas, mais próxima para costurarmos conversas e lhe perguntei se aceitaria coordenar um grupo de professores, mediar contatos políticos, se responsabilizar por reunir e discutir informações e conceitos da área. A professora, também sonhadora com o Museu, aceitou. Repitamos, o grupo se reunia fora dos ditames burocráticos, como um grupo fora institucionalmente, embora em questão de aulas e atividades pedagógicas, ligados à universidade. Nossas reuniões eram por nossa conta. O autor destas linhas jamais usou o telefone da instituição para estes contatos. A idéia de conversar com político, conhecido pelo vínculo com um grupo que tem empreendido realizações de destaque na área de educação superior, nasceu quando o autor destas linhas estava deitado em sua cama olhando para o teto de seu quarto.

Então, inicialmente, pouco receosos, tementes de que alguma coisa pudesse dar errado, discretos, se reuniram, Akemi Teramoto de Camargo, Susete Wambier Christo, Denilton Vidolin e Renoaldo Kaczmarech. Os três primeiros docentes universitários, o último historiador e pesquisador em ciências biológicas, cuja trajetória cheia de idealismo, em relação à construção de um Museu de História Natural, de um Herbário Regional, foram sempre objetos de sua preocupação, paixão e de seu sofrimento, inclusive. As reuniões foram acontecendo. O texto do projeto responde a itens exigidos pelo Governo Federal para construção de prédios e de projetos de interesse público e social. Os pontos fundamentais estão na página do Ministério da Cultura.

Concluída a parte teórica pelo grupo, os professores Susete, Denilton se dirigiram à Pró-Reitoria de Planejamento e solicitaram a atualização de um orçamento, no que foram rapidamente atendidos. Aí, o texto completo e definitivo podia ser entregue ao Vereador.
O projeto, se vingar, será incorporado à Universidade, fiél depositária do interesse social, educacional e público de uma planta que terá ali todas as condições de servir a formação e a informação da comunidade paranaense, mas ele nasce e é gerado fora dela. Será um presente dado à instituição por pessoas que acreditam que a preservação da História Natural é uma forma de cidadania e de autoestima de um povo. Há muito caminho para ser percorrido. Não se sabe bem sobre as curvas e pedras. As circunstâncias e as curvas dos projetos governamentais mudam. Mas continuamos com a esperança.