domingo, 4 de janeiro de 2015

Igreja do Rosário: a missa de 4 de janeiro de 2015

A Igreja dos Polacos e a Igreja do Rosário são próximas. Neste domingo ambas estavam lotadas. Na primeira o padre fala timidamente. Não diz nem afirma tanta coisa. É um saco. Na Paróquia do Rosário está o comunicativo Padre Edvino Sicuro. Já saiu de lá e para que a congregação não desandasse teve que voltar. O povo gosta mais do padre que de Deus.

O Padre é, sabidamente, uma das personalidades religiosas mais conservadoras que existem. São discutíveis seus posicionamentos sobre caridade com mendigos e agora, me parece, sobre política.

Na missa de hoje ele trouxe o livro autobiográfico de Mosab Hassan Yousef, ex-guerrilheiro do Hamás, convertido ao cristianismo e morando, atualmente, nos Estados Unidos. Depois que se tornou cristão, o autor concluiu que a causa palestina é uma farsa, que os palestinos são manipulados pelas lideranças, como sempre foram por Arafat. O remédio para os palestinos é não odiar os judeus e sim, cumprir aquilo que Jesus determinou, "amai vossos inimigos". A solução da crise do Oriente Médio é a adesão por judeus e palestinos ao princípio enunciado por Jesus "amar os vossos inimigos". E o Padre reforçou a tese de que o movimento palestino é uma farsa que coloca o povo como escudo de uma luta que é apenas de interesses particulares do grupo dirigente.

Na sua homília ficou claro que não deve combater o Estado judeu em nome da conversão ao Cristianismo. Lamentável. Faltou dar um grande viva as ditaduras monárquicas do Oriente Médio e as práticas genocidas do governo israelense. Há uma causa que tem justificativa sim, de um povo que historicamente foi expulso por todos os impérios de sua própria terra, o povo palestino. A velha prédica da conciliação e da resignação ante a violação de seus direitos só vale para os vencidos, para os humilhados e não escutados pela comunidade internacional.
Que padre, porcaria!

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