Ponta Grossa é uma cidade que dá vergonha ao país, apesar de falso moralista, como ficou demonstrado pelo resultado das eleições presidenciais aqui.
Quem assistiu o Jornal Estadual, segunda edição, do primeiro dia de dezembro de 2014, pode calcular as façanhas dos oportunistas de nossa cidade, pseudo-cientistas:
1. A reportagem não percebeu, mas acertou em denominar "Hospital Regional" ao invés de "Hospital Universitário". A criação do hospital transitou entre o estelionato eleitoral do DEMO/UDN para a exacerbação vaidosa de pequenos dirigentes universitários, sedentos de cultuar suas próprias personalidades, o que não conseguiriam pela produção do pensamento filosófico ou da cultura impressa. Quem não tem idéia e destes o ensino superior dos campos gerais está cheio, precisa de placas de inauguração. São lidas mas não discutidas. Não circulam de mão em mão.
2. Todas as reportagens sobre o Ospital Regional exibem um número chamativo de "Diretores". Deve ter mais diretor que funcionários atendendo a população. Tem diretor de torneiras, diretor de vassouras, diretor de vacinas, diretor de injeções, diretor de doenças renais, diretor de doenças sexualmente transmissíveis, diretor de acendimento de lâmpadas fluorescentes, diretor de acendimento de lâmpadas externas, diretor técnico, diretor não técnico. Seria bom o Ministério Público pensar bem na utilidade de tantas direções. Me pergunto como estes diretores articulam a jornada de trabalho, já que alguns estão vinculados a outros afazeres. Quanto efetivamente cumprem em "benefício da saúde popular" e quanto em outros locais de trabalhos seus.
3. E o Ospital entra em férias coletivas.
4. Lugar de professor universitário é em sala de aula.
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