terça-feira, 24 de setembro de 2013

Por uma população armada

 entrevista concedida pelo delegado geral do estado do Paraná, o Dr. Marcus Vinícius Michelotto causou polêmica. Porém, devemos respeitar e, acima de tudo, levar em consideração as palavras de quem entende do assunto e atua nesta área com experiência e competência.
Campanhas de abrangência nacional incentivaram muitas pessoas a se desarmarem nos últimos anos. O governo pagava valores irrisórios por armas, independente de marca ou estado de conservação. Até hoje não se sabe ao certo qual a real intenção do estado nacional quando tomou esta medida. Independente disso, para um cidadão civil possuir uma arma nos dias de hoje é praticamente impossível, senão o for. Nossa segurança ficou única e exclusivamente sob os auspícios do estado, detentor de polícias carentes de recursos materiais, infraestrutura e efetivo para atuarem nas ruas.
Nesse contexto, muitas pessoas de bem ainda possuem armas em suas residências. Penso que vivemos num estado democrático onde teoricamente deveríamos ser livres para portarmos armas de fogo. Evidente que, para que isto ocorresse, deveríamos passar por testes psicológicos rigorosos, possuir o porte e o registro da arma e, acima de tudo, termos sido culturalmente treinados para portar algo que deve (ria) nos trazer segurança e não como foi num passado recente, um objeto de fazer justiça com as próprias mãos.
Somos bombardeados por noticiários trazendo tragédias (assaltos, seqüestros, assassinatos) que ocorrem todos os dias em todo o Brasil. Será que se andássemos armados, isto não geraria um “sentimento” que pudesse frear as atitudes errôneas de criminosos? Estes estão cada dia mais ousados. E o pior, continuam de dentro de presídios “deitando e rolando”!
Ao ver pais e mães tendo seus filhos mortos por criminosos e, por vezes anos, décadas se passarem até julgamentos ocorrerem, um cidadão de bem andar armado pode não ser algo temeroso, como muitos apontam. Vejamos os exemplos de outros países do mundo onde o porte de armas é liberado. Creio que esteja na hora de o debate ser feito de forma ampla, pois temos um estado cada vez mais ausente em termos de segurança. Ausente e ineficiente! Nas entradas e saídas de algumas escolas de nossa cidade as drogas andam rolando soltas entre nossos jovens, algo temerário para um país que se diz ser sério. Isto é fato!
Cabe ao estado, repensar o desarmamento. Afinal, as pessoas de bem estão cansadas de pagar tributos e mais tributos e os serviços de segurança pública estarem cada dia menos eficientes. Para os que abominam a idéia de andar armado sugiro: blindem seus carros, contratem segurança residencial e quando saírem às ruas, rezem. Os que não creem em Deus? Torçam e contem com a sorte!

Prof. Isonel Sandino Meneguzzo - imeneguzzo@hotmail.com 

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