Eduardo Salamacha
Todo dia vemos reclamações sobre pobreza, violência, problemas na área da saúde, educação, mobilidade urbana e muitos outros em nossa cidade e no nosso país em geral.
Analisando historicamente o fluxo do dinheiro no Brasil, em especial a forma como os ricos no Brasil o utilizam, em comparação com o modo como os ricos de outros países o fazem (tomemos como exemplo os Estados Unidos, onde os milionários utilizam grandes quantias de suas fortunas para resolver os problemas das cidades onde vivem), constata-se que a culpa acaba recaindo nas próprias elites (e incluam-se aí os pobres que enriqueceram por mérito próprio e honestamente, com muito trabalho) que não utilizam o seu dinheiro como instrumento de desenvolvimento social das comunidades onde vivem, ou, quando o fazem, o fazem de forma ineficiente (como fazer campanhas pontuais de doação de cobertores ou comida) ou oferecendo migalhas (parcelas ínfimas do que ganham), sem mudar a realidade das pessoas em si.
O resultado desse tipo de conduta é quase sempre o mesmo: os grandes empresários que enriqueceram licitamente por mérito próprio não usam parte do dinheiro para educar o povo, e, além disso, acabam tendo filhos que não possuem a mesma capacidade empresarial, e estes acabam por perder todo o dinheiro que os pais arrecadaram, de modo que o dinheiro flui pela sociedade sem agregar valor, isto é, sem gerar uma melhoria educacional na base da pirâmide. Este ciclo se repete novamente, surgindo novos ricos, que “absorvem” o dinheiro dos filhos perdulários dos ricos antigos, e acabam por não usar o dinheiro como instrumento de desenvolvimento social novamente, repetindo-se na geração seguinte os mesmos problemas em nossa sociedade.
Logo, como o “nível” do voto – e consequentemente dos políticos que elegemos – é definido pelo nível educacional da base da população (já que o voto de uma pessoa ignorante tem o mesmo peso do voto de uma pessoa bem educada), somente por meio da criação de lideranças empreendedoras nos bairros (que influenciem positivamente o modo de pensar do restante da população, educando-os para que não vivam de “Bolsa-Esmola” e outros “benefícios” concedidos pelo governo como prêmio para a ociosidade) é que conseguiremos gerar uma evolução, em todos os sentidos, em nossa sociedade.
Se você leu o texto até esse ponto e tem realmente vontade de ajudar a modificar a realidade da nossa sociedade, podemos começar pela nossa cidade. A ferramenta para resolver o problema já existe, é eficiente e barata, e disponibilizada pela ACIPG - Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa.
Se você é Diretor de alguma multinacional e tem condições de ajudar ou é empresário e tem um mínimo de consciência sobre responsabilidade social, basta procurar a ACIPG (3220 7200) e informar-se com a Fabiane ou Ariane sobre a Iniciativa Antares.
Os melhores alunos das escolas públicas das cidades recebem lá educação de alto nível em contraturno, com os valores corretos, para que daqui 10 a 15 anos, o ciclo natural de transmissão da riqueza de filhos ricos e perdulários para jovens pobres e trabalhadores ocorra, mas, dessa vez, a nossa esperança é que esses jovens pobres e trabalhadores – que serão futuramente os novos ricos – tenham um mínimo de consciência que o verdadeiro propósito de enriquecermos deve ser utilizar o dinheiro como instrumento de desenvolvimento social da comunidade em que se vive – de forma eficiente, contínua, e com valores expressivos, e não apenas com migalhas ou com doações pontuais. Quando isso ocorrer, aí sim teremos políticos melhores, pois estes surgirão naturalmente como consequência da melhoria do nível educacional do povo, e teremos, por fim, uma sociedade melhor como um todo.
O autor é advogado
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